Consequência de bloquear anúncios em sites nos levará para uma nova era da mídia digital

Há pelo menos dois anos temos visto um crescimento assombroso do uso de bloqueadores de anúncio em navegadores.Muitos destes anúncios podem ser classificados como ‘’irritantes’’, pois por vezes atrapalham nossa navegação em um site, com anúncios que flutuam sobre um texto ou imagem de um conteúdo que estamos interessados em ver. Porém nos dias de hoje qualquer site, produto ou serviço dependem destes anúncios com um grande número de visitantes, ou seja, um enorme trafego para que permaneçam ativos, ou gerem resultados relevantes no mercado de publicidade. Entendendo que apenas 5% de interação com o anuncio é considerado um número extraordinário.

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A Eyeo, empresa alemã responsável pelo Adblock Plus, permite que pequenos sites façam um cadastro e entrem em uma lista de graça para ter seu domínio desbloqueado, ficando a critério da Eyeo aceitar o pedido ou não.

A extinção destes anúncios em mídia aberta e a expansão de bloqueadores de anúncios parecem um caminho sem volta, pelo ponto de vista do quão leve torna nossa navegação e interação com determinados conteúdo. Por outro lado, empresas que dependem seu sustento utilizando este tipo de mídia estão com os dias contados e desejando que grandes empresas encontrem algum tipo de solução.

 

Quem sofre com isso são justamente os grandes sites como Google e Microsoft, que segundo jornal Financial Times, a Eyeo cobra cerca de 30% da receita adicional em anúncios que a empresa teria ao ser desbloqueada, o qual elas se recusam a pagar por isso.

 

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Exemplo de anúncio no Taboola

Esta medida da Eyeo também serve para empresas como o Taboola,que oferece notícias baseando-se em hábitos de navegação, porém eles pagaram esta taxa e a Eyeo liberou, o que gerou uma certa revolta das grandes companhias com relação a ética, pois o Taboola muitas vezes oferece propagandas de sites desconhecidos e duvidosos,mas o que afaz faturar cerca de US$250 milhõespor ano, algo próximo de R$890 milhões de reais.

 

 

Quem não se adaptar vai morrer

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Um caminho saudável para encarar este apocalipse que pode vir acontecer, é voltar toda atenção a criação de conteúdo com extrema qualidade que chamamos de Inbound marketing, pois será a relevância destes conteúdos que fará que despertem o interesse em consumir uma determinada marca ou não.

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Segundo Farhad Manjoo, do New York times, estas medidas de bloqueio de propagandas, nos levará a uma indústria digital ainda melhor.

Pensando nisso as grandes empresas já estão buscando alternativas, as quais dentro de pouco tempo veremos o surgimento de novas plataformas, que poderemos chamar de plataforma de mídia exclusiva, onde os anúncios continuarão existindo porem dentro de grandes sites onde bloqueadores de anuncio não funcionarão, ficando a critério do próprio site dirimir o conteúdo a ser anunciado. Vivenciaremos o êxodo digital, pois será inevitável para qualquer negócio, ficar de fora de uma destas plataformas, onde seremos carniças disputadas pelos grandes ‘’leões’’, com um inconveniente, em que teremos que escolher qual dos ‘’felinos’’ irá devorar nosso dinheiro.

 

 Já estamos na cauda do cometa

Uma coisa podemos ter certeza, um excelente conteúdo é o caminho, então, nos tornaremos a própria mídia ou deixaremos que nossas publicações se tornem fornecedores diretos de conteúdos para redes sociais e plataformas de mídias de grandes sites como Apple, Google,Facebook, Twitter, Snapchat e etc, onde eles apenas nos emprestaram o público em troca de bons trocados?

 

 

Igor Paulino
Gerente de Projetos